segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Alguém sabe onde está a tal da democracia?

           Pois é... A palavra democracia vem do grego, onde demo significa povo e Kracia quer dizer governo, ou seja, o governo é exercido pelo povo e para o povo. Mas, existe um ingrediente fundamental para que o povo possa tomar decisões e, até mesmo, concluir sobre a qualidade da gestão dos recursos públicos. Esse ingrediente é a TRANSPARÊNCIA que deve estar sempre acompanhada da ÉTICA, pois de nada adianta divulgar mentiras.
           Vejam só a incoerência na forma de governo pregada pelo regime democrático, que a partir de 1988 foi estabelecido em todo o país, em relação aos governos em exercício atualmente. Não se realiza um só plebiscito ou referendo. Aliás, em sua grande maioria nossos parlamentares nem sabem o real significado destas palavras. A falta de representação dos interesses coletivos pelos políticos eleitos faz com que a participação direta através da consulta popular (plebiscito ou referendo) amenize essa brutal aberração do sistema democrático, que permite que os representantes legitimamente eleitos pelo voto popular representem os seus interesses particulares em detrimento dos anseios da comunidade.
           Temos dois exemplos bem claros da falta de compromisso com a transparência e da forma de gestão que não leva em conta a opinião pública em Wenceslau Braz. No primeiro caso cito a ausência de site que informe os cidadãos sobre a destinação do dinheiro público arrecadado mensalmente. No outro caso lembro da aprovação de lei que autoriza a sanepar a cobrar taxa de lixo e repassar o montante aos cofres públicos sem ao menos discutir com os movimentos sociais e lideranças locais sobre tal iniciativa. Demonstrando, com isso, total desrespeito aos princípios democráticos impostos pela Constituição Federal (nossa lei maior).
          Para não me estender no assunto, termino este texto reafirmando que antes mesmo de abordarmos as complexas questões envolvendo o mercado de trabalho; a saúde; a educação; e o meio ambiente, devemos resgatar a tal da democracia, pois, do contrário, o povo continuará sendo massa de manobra ao invés de serem os legítimos tomadores de decisão.

Wenceslau quer renovação com revolução

Quase 70% dos votos válidos auferidos em Wenceslau foram destinados ao Serra no segundo turno da última eleição para presidente. Mesmo diante de um cenário onde as pesquisas apontavam vitória da Dilma com larga vantagem. Essa é uma demonstração clara da insatisfação do povo brazense em relação à atual forma de se praticar política.
            Vou ser bem franco com os leitores. O momento que vivemos em Wenceslau Braz é muito delicado. Estamos diante de uma crise de lideranças. Essa crise é a mãe de todas as outras. Nossos líderes estão falhando. Aliás, no campo político, quase não existem líderes em nossa cidade. O que verificamos é o preenchimento de cargos públicos por pessoas sem condições de compreenderem a nova dinâmica imposta pelos avanços sociais e econômicos.
            Wenceslau tem potencial para servir de exemplo às demais cidades que ainda praticam a velha política no Brasil todo. Estou falando da política do ódio e do desrespeito ao ser humano que passa de geração em geração e tem como parâmetro maltratar aqueles que votaram em outros candidatos ou não concordam com a medíocre gestão dos recursos do povo. Podem tirar uma foto. Infelizmente, esse é o nosso retrato!
            Precisa-se de líderes. Urgente. Pra ontem... Pessoas detentoras de princípios éticos e morais que tenham coragem de queimar esse câncer que consome nossa comunidade a cada dia. Carecemos de pessoas que gostem de aprender e sejam transparentes, porque não é possível solucionar os problemas atuais com as receitas antigas e, pior ainda, com personagens já ultrapassados.
            Existem vários caminhos que podem conduzir nossa cidade ao progresso, mas todos eles só serão encontrados quando houver uma cultura de respeito e diálogo entre os agentes de mudança que estão adormecidos ou, em muitos casos, censurados. Quando as respostas aos nossos desafios forem fruto do diálogo, aí sim poderemos gritar bem alto: “NÓS PODEMOS WENCESLAU”.