Pois é... A palavra democracia vem do grego, onde demo significa povo e Kracia quer dizer governo, ou seja, o governo é exercido pelo povo e para o povo. Mas, existe um ingrediente fundamental para que o povo possa tomar decisões e, até mesmo, concluir sobre a qualidade da gestão dos recursos públicos. Esse ingrediente é a TRANSPARÊNCIA que deve estar sempre acompanhada da ÉTICA, pois de nada adianta divulgar mentiras.
Vejam só a incoerência na forma de governo pregada pelo regime democrático, que a partir de 1988 foi estabelecido em todo o país, em relação aos governos em exercício atualmente. Não se realiza um só plebiscito ou referendo. Aliás, em sua grande maioria nossos parlamentares nem sabem o real significado destas palavras. A falta de representação dos interesses coletivos pelos políticos eleitos faz com que a participação direta através da consulta popular (plebiscito ou referendo) amenize essa brutal aberração do sistema democrático, que permite que os representantes legitimamente eleitos pelo voto popular representem os seus interesses particulares em detrimento dos anseios da comunidade.
Temos dois exemplos bem claros da falta de compromisso com a transparência e da forma de gestão que não leva em conta a opinião pública em Wenceslau Braz. No primeiro caso cito a ausência de site que informe os cidadãos sobre a destinação do dinheiro público arrecadado mensalmente. No outro caso lembro da aprovação de lei que autoriza a sanepar a cobrar taxa de lixo e repassar o montante aos cofres públicos sem ao menos discutir com os movimentos sociais e lideranças locais sobre tal iniciativa. Demonstrando, com isso, total desrespeito aos princípios democráticos impostos pela Constituição Federal (nossa lei maior).
Para não me estender no assunto, termino este texto reafirmando que antes mesmo de abordarmos as complexas questões envolvendo o mercado de trabalho; a saúde; a educação; e o meio ambiente, devemos resgatar a tal da democracia, pois, do contrário, o povo continuará sendo massa de manobra ao invés de serem os legítimos tomadores de decisão.
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