segunda-feira, 11 de abril de 2011

Massacre traz à tona discussões sobre o papel da escola

     O que aconteceu na escola em Realengo poderia ter ocorrido em praticamente todas as outras escolas da rede pública no país. Ao mencionar que devemos discutir o papel da escola não me refiro a discutir uma falha de segurança, mas, sim, o acompanhamento que cada aluno deve ter durante sua permanência como estudante, pois é na escola que boa parte da personalidade dos adultos é formada, em função das experiências positivas e negativas vivenciadas junto à comunidade escolar (pais, docentes, dirigentes, colegas, etc).
     Não é possível aceitar que jovens sofram bullying e diversas outras agressões de ordem psicológica e física sem que haja providências contra os agressores. Deve haver estímulo à participação da comunidade na educação dos nossos futuros cidadãos. A escola tem que ser o elemento central de qualquer comunidade que almeje o seu próprio desenvolvimento. É evidente que a complexidade em se tomar tal iniciativa em comunidades violentas como no caso das do Rio de Janeiro é muito grande, mas em Wenceslau, por exemplo, é perfeitamente possível se fazer um trabalho de interação entre a comunidade e a escola. Com isso, elementos com desvios de conduta, como no caso do Wellington, poderiam ser descobertos e investigados mais facilmente.
     Em cidades menores a escola pode assumir mais responsabilidades que as que detém atualmente, mas esse processo deve ser tratado como política pública e, portanto, não podemos culpar os profissionais da área de educação. Devemos cobrar dos nossos gestores públicos mais comprometimento com a educação e com a escola, de modo especifico.

Para mais informações sobre o casa de Realengo acessem:
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1658417-15605,00-TEXTOS+DEIXADOS+POR+WELLINGTON+REVELAM+MENTE+PERTURBADA.html

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