Reportagem publicada pela Gazeta mostra que o eleitor não se diferencia muito dos políticos que escolhe.
Se por um lado diz que condena a pensão vitalícia dos ex-governadores, por outro assume que, se tivesse chance, também agarraria o mesmo benefício.
Isso só mostra que os políticos fazem o que fazem porque sabem que, na próxima eleição, não terão dificuldades para convencer o eleitorado de que seus atos foram razoáveis.
É claro que aqui estamos falando de algo permitido por uma lei (ainda que, segundo a OAB, uma lei inconstitucional). Em situações mais graves, o eleitor jamais afirmaria de público que agiria de forma errada.
Ninguém diria que iria aderir à corrupção, talvez. Mas vemos corruptos famosos sendo reeleitos constantemente, o que faz pensar se, no fundo, uma parcela da população não continua concordando com o desvio mesmo quando ele é bem mais grave.
A política nacional é o retrato do que somos. Enquanto nós não melhorarmos, ela não vai melhorar por mágica.
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